Capitã Marvel: conexão com Homem de Ferro 2 mostra cuidado da Marvel em entregar um universo conectado em seus filmes



Em uma cena que dura poucos segundos de Homem de Ferro 2 (2010), Tony Stark está buscando encontrar novas informações para a sua investigação quando solicita que JARVIS obtenha três arquivos de projetos, que estavam sob os nomes: Goliath, Pegasus e Exodus.

O projeto Goliath (Golias) deu as caras em Homem Formiga e a Vespa (2018), quando foi revelado que Bill Foster era o parceiro gigante de Hank Pym. Já Exodus (Êxodo), ainda não foi revelado na linha do tempo do Universo Cinematográfico da Marvel.

No entanto, a operação Pegasus, que já havia dado as caras de forma sutil no primeiro longa dos Vingadores (2012), ganhou relevância no filme da Capitã Marvel (2019).

Na película dos diretores Anna Boden e Ryan Fleck, é revelado que o projeto Pegasus foi criado pela cientista Kree Mar-Vell, com o intuito de desenvolver uma nave capaz de viajar grandes distancias intergaláticas para proteger os remanescentes Skrulls. E foi a busca por essa tecnologia que acabou transformando Carol Danvers em Capitã Marvel, após um ataque do personagem Yon-Rogg, interpretado por Jude Law.

Seja essa linha de roteiro um projeto planejado desde os primeiros filmes da Marvel Studios, ou um simples aproveitamento de conteúdo por parte da área criativa do estúdio, mostra que o Universo Cinematográfico da Marvel tem um comprometimento gigantesco em apresentar um mundo conectado em seus filmes.

Basta lembrar que o nascimento da cultura da cena pós créditos da Marvel, que surgiu já no primeiro filme do Homem de Ferro (2008),  mostrava Nick Fury informando Tony Stark que ele não era o único herói do mundo. Este aprofundamento nos conteúdos do filmes, acabam entregando releituras totalmente novas para cenas que vimos há mais de uma década. Afinal, com os eventos de Capitã Marvel, sabemos que Fury já tinha tido experiências com super heróis.

A sutileza de utilizar o projeto Pegasus como principal linha de roteiro para o nascimento da Capitã Marvel não só tornam os filmes da Marvel mais próximos, como também os tornam mutáveis. Transformando a experiência de assistir novamente aos longas anteriores em algo totalmente novo.

O crédito de Kevin Feige é utilizar destas ferramentas narrativas para manter as produções da Casa de Ideias relevantes, mesmo depois de mais de 20 filmes lançados. E este comprometimento em mostrar um universo coeso transformam a experiência de assistir os filmes da Marvel em algo único, já que pequenos detalhes, como uma cena de poucos segundos num filme lançado há 10 anos, podem se transformar em algo muito relevante em futuras produções.

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Daniel Rost Dreyer

Sócio fundador da Gampi. Publicitário, empresário e entusiasta de cultura geek. May the Force be with you. Always.

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