O Universo Expandido de Star Wars tem sua estreia triunfal nos cinemas com Rogue One



Antes da chegada de Rogue One: Uma História Star Wars aos cinemas, o Universo Expandido da saga estava restrito aos livros, séries, games e HQ's.

O papel destas mídias era fechar os gaps entre os filmes, apresentando eventos paralelos, personagens e locais citados nos longas. Ou seja, o protagonismo cinematográfico era exclusivo para os capítulos da ópera espacial original de George Lucas, focados na família Skywalker. Mas agora, tudo mudou.

E por isso a responsabilidade do diretor Gareth Edwards em Rogue One era tão grande. Afinal, o seu longa é o estreante do Universo Expandido na grande tela. E como a primeira impressão é a que fica, Rogue One não podia errar. Ainda bem que Edwards acertou em cheio!

Spoilers  a partir daqui!

O projeto era audacioso. Afinal, a trama do filme se passa momentos antes do início do Episódio IV (1977). Por isso, o visual do longa teria que agregar o visual estético único do fim dos anos 70. Sim, estamos falando de largas suíças, bigodes volumosos e computadores com tecnologias vintage para os padrões atuais. E não é que neste quesito o filme acerta em cheio. Os pilotos rebeldes tem o visual clássico do filme inaugural, assim como os cenários e tecnologia. Dando assim uma ideia de familiaridade ao projeto.



Além disso, dois personagens recriados em computação gráfica deixam a experiência de continuidade ainda mais memorável. Sim, estamos falando de Tarkin e Princesa Leia. O primeiro foi representado originalmente pelo ator Peter Cushing, morto há mais de 20 anos. E a aparição dele não é restrita a cameo, ganhando várias cenas.

Carrie Fischer voltou aos seus traços joviais do fim dos anos 70 graças aos magos da ILM (Industrial Light & Magic). E ela que encerra o filme de forma triunfal, fechando com chave de ouro a experiência.

Mas o que todos os fãs esperavam de verdade era a aparição de Darth Vader. O mestre Sith mostra-se em dois momentos do longa e em ambos a sua presença é marcante. Afinal, como não se emocionar com a primeira visão do Bast Castle (Mustafar) nos filmes? A fortaleza pessoal de Vader só havia ganhado forma anteriormente em livros e HQ's.



E a segunda participação, no ato final do longa, é um espetáculo aos olhos. Vader usa a força e seu sabre de luz para tentar recuperar os planos da Estrela da Morte. Ele falha, e eles são entregues nas mãos de Leia a tempo. Sim, Rogue One termina minutos antes da cena inicial de Star Wars: Uma Nova Esperança.

Mas o filme tem muito mais qualidades que o momentos nostálgicos que incluem famosos e clássicos personagens. Os novos protagonistas, Jyn Erso, Cassian Andor, K-2SO, Chirrut Îmwe, Baze Malbus e Orson Krennic sustentam a trama muito bem. O ritmo do filme e acelerado e requer atenção. Mas tudo vale muito a pena.



Ao fim, fica claro que Rogue One não é um filme de Star Wars como estamos acostumados. Ele tem uma pegada muio mais crua. O humor é muito mais raro, a câmera é nervosa e a violência está presente em vários momentos. Um verdadeiro filme de guerra espacial, onde os Jedi são meramente citados e a Força está presente, porém de uma forma muito mais distante.

Em suma, Rogue One é uma experiência emocionante, especialmente pra os fãs da trilogia original que sempre se perguntaram quem eram aqueles corajosos rebeldes citados em uma linha no texto de abertura do filme de 1977. Bom, agora sabemos que são. E eles tem rostos, nomes e voz.

May the Force be with you!

Daniel Dreyer

Publicitário, blogueiro, fã de cultura geek, HQ's, filmes, séries e colecionáveis. Planejamento de contas na agência de publicidade Gampi, muito bem casado e papai babão.