O que é o cânon de Star Wars?



Em muitas postagens pela internet, inclusive aqui no blog, você já deve ter lido sobre o cânon de Star Wars. Mas você sabe o que é isso? A explicação é bem simples: o gospel, ou cânon, inclui os longas, séries de TV, games, histórias em quadrinhos e outros materiais derivados dos filmes da saga especial criada por George Lucas.

O objetivo desta oficialização do universo expandido é prolongar as estórias originais de Guerra nas Estrelas através de várias mídias. Dando detalhes de eventos que foram superficiais nos filmes, apresentando novos personagens, explicando eventos ocorridos nos hiatos dos episódios cinematográficos e por aí vai. Em suma, aumentar a experiência e percepção da grandiosidade do Universo de Star Wars através de inúmeros meios.

Simples, não é? Mas agora as coisas vão complicar um pouquinho. Desde que a Disney comprou os direitos de Star Wars, praticamente todas publicações antigas do cânon foram descartadas, criando uma verdadeira confusão na cabeça dos fãs.

Os filmes, é claro, continuam oficiais. Mas os livros, games, quadrinhos e outros materiais foram descartados. O que a Disney fez, em termos simples, foi praticamente zerar o cânon do universo expandido.

Apesar de gerar certa frustração nos fãs, a decisão da Disney não chega a ser uma ideia ruim. Afinal, o universo expandido de Star Wars era vasto e presente em tantos meios, que a maioria dos personagens clássicos estavam amarrados numa cronologia imutável e complexa. Isso não permitiria uma expansão e utilização deles nos projetos futuros de filmes spin-off, como a trilogia de Han Solo e Rogue One, por exemplo.
Liberdade criativa ficou garantida para Rogue One graças a decisão de renovar o cânon de Star Wars.

E agora você deve estar se perguntando o que ainda está valendo do período pré Disney do universo de Star Wars. Muita pouca coisa. Além dos filmes (I, II, III, IV, V e VI), somente o seriado Clone Wars (2008-2014) permaneceu como parte do cânon oficial.
Seriado The Clone Wars permaneceu no cânon oficial.


Todos outros materiais derivados, antes da data de aquisição dos direitos pela Disney (30 de outubro de 2012), ganhou o selo Legends e não faz mais parte do storytelling oficial. Estes livros, games e quadrinhos são consideradas, como o nome sugere, lendas. Ou seja, boatos e estórias que pessoas não presenciaram, mas ganharam força na galáxia (uma saída interessante para não descartar completamente tudo que foi criado anteriormente).

Essa ação da Disney, apesar de polêmica, deu liberdade para J.J. Abrams trabalhar os personagens clássicos no episódio VII, por exemplo. Já que o destino deles, após O Retorno do Jedi (1983), estava pesadamente documentado em livros e quadrinhos.
A vida de J.J. Abrams, em relação ao personagens clássicos, foi facilitada com a decisão da Disney.


Desde a decisão de reorganizar o cânon, já tivemos o lançamento de novos livros, games e uma vasta série de HQ's da Marvel que mostram eventos que ocorreram entre - e até antes - dos episódios cinematográficos. São mini séries e títulos mensais focados em personagens com o Darth Vader, Leia, Han Solo, Darth Maul, Obi-Wan & Anakin, Kanan, Chewbacca e até Lando, por exemplo.
Novos quadrinhos da Marvel mostram eventos que ocorreram entre os episódios cinematográficos da saga.


A decisão parece ter sido acertada e torna o universo expandido de Star Wars muito mais organizado. O que permitirá uma experiência muito mais interessante por parte dos fãs deste incrível mundo criado por George Lucas, lá num distante 1977.

E você, o que achou do novo cânon de Star Wars? Queremos saber a sua opinião.

Daniel Dreyer

Publicitário, blogueiro, fã de cultura geek, HQ's, filmes, séries e colecionáveis. Planejamento de contas na agência de publicidade Gampi, muito bem casado e papai babão.