Frank Underwood, the man in charge


Após uma maratona para assistir a segunda temporada da série House of Cards, fica claro que Frank Underwood é um bad mother fucker.

Se você ainda não assistiu a segunda temporada da série, exclusiva do serviço on streaming Netflix, pare a leitura por aqui, porque estamos prestes a fazer uma viagem que só irá terminar ao final da segunda temporada.



Na primeira temporada, vimos Frank Underwood (Kevin Spacey) fulo da vida porque o cargo de Secretário de Estado, prometido a ele pelo recém eleito Presidente Garrett Walker, foi tirado de suas mãos. Neste momento, o impiedoso e ambicioso político arma uma grande trama para derrubar o Presidente.

Aos poucos o incrível plano de Frank toma forma, de forma sutil e muito bem escrita, vemos o nosso herói/vilão encaminhando a sua escolha para vice-presidente do EUA, ao final da primeira temporada.

Com uma produção deslumbrante, a primeira temporada de House of Cards nos deixou apaixonados pelo mundo dos Underwoods e pensando que nada poderia ser melhor. Até vermos a segunda temporada. Uau Netflix, vocês conseguiram!



O foco da segunda temporada foi a incrível arte de manipulação de Frank, que levava ele cada mais para perto de seu principal objetivo... a queda do Presidente Walker e todos que o traíram. E de brinde, ficar com o cargo do homem mais poderoso do mundo.

Logo de cara, deu para ver que a nova temporada seria em um outro nível. Afinal, Zoe Barnes, jornalista ex-amante do agora VP, foi atirada na frente de um trem pelo protagonista. No fim das contas, Frank não pede para fazer, ele mostra como se faz. Problema “numero uno” resolvido.



Dentro de seu plano de apagar quem poderia entregar o seus segredos. Frank se livra também do editor do The Washington Herald, Lucas Goodwin. Que acaba na cadeia, após tentar provar que Frank foi responsável pela morte do Congressista Peter Russo. Com tudo ficando de mal a pior, a repórter Janine Skorsky resolve fugir da briga e ir morar com a sua mãe. Em suma, “flawless victory” para Frank mais uma vez.




Mas é claro, ainda haviam dois peixes graúdos para derrubar, o mega empresário e amigão do presidente, Raymond Tusk e o 45º Presidente dos EUA, Garrett Walker, que apesar de carismático e grande articulador político, não foi páreo para o nosso obstinado Francis J. Underwood.



Jogando para os dois lados, Frank conseguiu afastar Tusk do Presidente, iniciando um guerra de egos entre os dois, que mais parecia uma briga de namorados. No fim, Frank consegue criar um elaborado plano, implicando Walker em um esquema de doações ilegais para o partido vindo de empresários corruptos chineses. E quem diria, o Presidente era inocente, mas mesmo assim não teve outra opção a não ser renunciar.



Isso mesmo, em duas temporadas Frank Underwood vai de líder dos Democratas no Congresso à Presidente do Estados Unidos, sem receber nenhum voto para este cargo. Afinal, como ele mesmo diz, democracia é superestimada.

Mas é claro, como em toda guerra, há casualidades e Frank não seria exceção. O chefe de gabinete Doug Stamper leva algumas pedradas na ex prostituta e sua obsessão Rachel Posner, e morre no meio de árvores. Um fim triste para o fiel escudeiro de Underwood, que vê Frank chegar à presidência.



Além dele, Freddy, o dono da steak house favorita de Frank perdeu seu restaurante. E o fotógrafo pegador Adam Galloway, também perdeu a sua carreira e ficou com fama de bundão, tudo graças aos ataques de Tusk, que procuravam destruir o até então Vice Presidente, mas acabou atingindo apenas as pessoas em volta de Underwood.




No final das contas, que seu deu bem foi mesmo Francis J. Underwood, que se livrou de Tusk, Walker, Xander Feng e todo mundo que estava no seu caminho de vingança. Ah, se o Presidente Walker tivesse apontado ele como Secretário de Estado… teria se livrado de muita confusão.



Ao fim da segunda temporada, chegamos a conclusão que o verdadeiro controlador é Frank, que chega ao Salão Oval e bate na mesa, deixando corpos no caminho e nos fazendo ficar babando pelo que vai acontecer na terceira temporada. Vamos combinar, fazia tempo que os EUA não tinham um Presidente tão BadMotherFucker!



P.S. Uma nota bacana sobre a segunda temporada, o capítulo 22 foi dirigido por Jodie Foster. Ta aí no Netflix mostrando que o sistema on demand streaming chegou para ficar… e é demais!


E uma última nota, para tranquilizar os fãs de House of Cards, o roteirista Beau Willimon postou em seu Twitter uma imagem da capa do roteiro do primeiro episódio de terceira temporada. Hail to the Chief!



Daniel Dreyer

Publicitário, blogueiro, fã de cultura geek, HQ's, filmes, séries e colecionáveis. Planejamento de contas na agência de publicidade Gampi, muito bem casado e papai babão.